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| Tuquinha |
As eleições de outubro passado
revelaram pelos menos duas novas lideranças na política bonjardinense: Tuquinha
do Posto e Jotinha da Funerária. O primeiro sobressaiu-se ao participar da
campanha da Frente Popular Socialista Bonjardinense como companheiro de chapa
do Coronel Rufino. Segundo apuramos, Tuquinha chegava aos comícios e, depois de
ser delirantemente ovacionado, era conduzido ao palanque nos braços do povo. Há
quem afirme que tamanha popularidade causava ciumeira no próprio Rufino, que se
sentia ofuscado pelo sucesso do vice. Com o término do período eleitoral, o que
mais se ouve das diversas lideranças oposicionistas é que Tuquinha, depois de
tão marcante participação na campanha, terminou se credenciando para encabeçar
importantes disputas em Bom Jardim daqui para frente. Na opinião dessas
lideranças, diante de tamanha performance, dificilmente deixará de concorrer a uma
cadeira na Assembleia Legislativa já em 2014.
Outra
liderança jovem que também
se destacou na eleição passada foi Jotinha que, após protagonizar vários
entreveros com o prefeito de então, elegeu-se vereador com votação
expressiva por seus próprios méritos. E não ficou apenas nisso: ainda
conseguiu a 1ª secretaria na nova Mesa Diretora da Câmara. Oriundo de
Limoeiro, estabeleceu-se comercialmente em Bom Jardim há menos de dez
anos, tempo mais
que suficiente para angariar simpatia e confiança junto aos
bonjardinenses. Ao
que tudo indica, já tem garantido um espaço na política local, com
chances reais de alçar voos mais amplos no futuro. O fato de não ter
nascido em
nosso município é absolutamente irrelevante, até porque na história
recente
tivemos prefeitos que aqui não nasceram, e nem por isso deixaram de se
eleger,
pois o que realmente interessa são as intenções e as ações
desenvolvidas pelas
pessoas.
A essa altura, poderá alguém
está se perguntando: “E o prefeito Miguel Barbosa, não seria também uma nova
liderança?” Seria... E tem tudo para ser, basta querer, pois dispõe de todas as
condições necessárias para isto. Entretanto, enquanto estiver debaixo da asa do
antecessor, estará fadado a desempenhar o papel de simples boneco de ventríloquo e, desta
forma, jamais terá brilho próprio. Portanto, precisa, antes de tudo,
libertar-se da tutela do padrinho político e traçar o seu próprio rumo, podendo
assim exercer plenamente a liderança a que tem direito.
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