Neste 2013, a encenação da Paixão de Cristo em Bom Jardim
completa sua maioridade. São 21 anos de exibições cuidadosamente aprimoradas a
cada ano. O cenário natural que a cidade oferece possibilita um espetáculo
deslumbrante que a todos encanta. Lamentavelmente, conforme consta do impresso
distribuído durante a apresentação do espetáculo, “os casarios antigos a cada
dia estão sendo destruídos, levando um pedaço de nossa identidade histórica e
cultural”. Não será demais acrescentar que tamanho descaso decorre da
insensibilidade de governantes que, impassíveis, assistem as agressões perpetradas
contra um patrimônio cultural, quando na verdade têm o dever de preservá-lo.
Mas, é como diz o dito popular: “Cada povo tem o governo que merece”. Apesar de
tudo, nesses 21 anos, não se pode deixar de aplaudir a iniciativa dos pioneiros:
João Barbosa, José Márlio Salviano e Lúcio Mário Cabral, de cuja visão
futurista resultou esta obra admirável que hoje recebe apoio de entidades
governamentais, admiração popular e é considerada uma das mais importantes do
Agreste Setentrional. Aliás, não é de admirar a popularidade conquistada pelos
integrantes do Grupo Teatral do Bom Jardim, uma vez que, desde o século XIX, o
desenvolvimento da arte teatral já era uma realidade entre nós, graças ao
competente desempenho dos valores artísticos de então.
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