Dizem que “quem vai ao pote com muita sede, acaba quebrando o
pote e derramando a água”. A FOLHA DE PERNAMBUCO de 20 de março do corrente ano,
em seu caderno de Política, traz a seguinte notícia: “Parece que o prefeito do
Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia (PSC), não gostou muito da herança
administrativa deixada pelo seu antecessor e padrinho político, Lula Cabral
(sem partido).
Tanto é que, agora no mês de março, as exonerações de
secretários indicados por seu antigo líder chegam a cinco.” E, depois de
enumerar os nomes dos que foram exonerados e suas respectivas pastas, continua:
“Além deles, Edlene Rocha, assessora da vice-prefeita, Edna Gomes, também foi
desligada da administração”... Como é sabido, tudo tem limite e chega um
momento em que a corda estica demais e termina arrebentando. Aqui em nosso
município, ocorre algo semelhante.
Ninguém ignora a ajuda dada por João Lira na
eleição de Miguel. Só que o ex, aproveitando-se disso, vem cada vez mais
sufocando o atual prefeito, impedindo-o de exercer a função para que foi eleito.
Segundo observadores, atualmente Miguel não passa de um refém nas mãos do ex-prefeito. Gratidão é uma coisa, subserviência é outra. Não
se sabe a razão de tamanha submissão. Há quem diga que é por medo de
represálias, tais como agressão física por parte de algum truculento familiar ou
asseclas do ex. Outros falam em suposto gravação de compra de votos da parte de
Miguel e até documento assinado em branco por ele.
No que diz respeito a possível
agressão, o que o jovem prefeito tem que fazer é se garantir, por meio de
sistema de segurança particular confiável. Quanto a essa estória de gravação
comprometedora, deve ser chantagem barata de quem não tem escrúpulo. Ora,
Miguel jamais disporia de recursos para comprar votos, quem tinha condições
para isto era o próprio João Lira. Se existe papel assinado que possa
comprometer o atual prefeito, ele que “bote a boca no trombone”. Ninguém sabe
ao certo o que há realmente, o que leva Miguel sujeitar-se a situação de
tamanha humilhação.
Na 4ª feira, 20 de março, os moradores do Alto Dionísio, estarrecidos,
presenciaram uma cena surrealista, protagonizada pelo senhor João Lira defronte
da casa de Lula Barbosa, pai do prefeito Miguel. Do alto de sua já conhecida
arrogância, o ex-prefeito exibiu, diante de dezena de populares, um show de
baixaria impregnado de palavras agressivas e de baixo calão contra o maestro
Lula Barbosa, um pai de família pacato que jamais levantou a voz para quem quer
que fosse e que sempre viveu para sua casa e seus familiares. Muita gente testemunhou
a enxurrada de desatinos cometidos pelo raivoso ex-prefeito.
Para ratificar nossa
afirmativa, transcrevemos a seguir, sem declinar o nome de quem o postou, comentário
extraído do Facebook retratando com fidelidade a cena deplorável: “Meu nome é (...) moro no Sitio Remenda
proximo ao Alto São José no município de Bom Jardim. Queria contar uma história
que presenciei ontem a noite no Alto de São José, quando ia para casa passando
em frente a Casa do Pai do Prefeito Miguel presenciei o maior absurdo, nunca
pensei em ver uma baixaria tão grande do Ex-Prefeito João Lira com Lula Barbosa
o Pai de Miguel, foi tanto xingamento que João lira disse ao Pai de Miguel e
aos seus familiares, palavras de baixo calão, preconceituosa como nego safado,
ingrato elegi o seu filho Prefeito de bom Jardim, matei sua fome, a casa que
você tem foi eu que dei, nunca pensei que um ex Prefeito fosse tão baixo de
humilhar tanto uma pessoa como fez João Lira com o Pai de Miguel, isso tudo no
meio da rua para todo mundo ouvir e ver, a rua parou todos os vizinhos
assistindo de camarote essa atitude tão mesquinha de uma autoridade que
representou o nosso município por 8 anos como Prefeito e hoje com uma atitude
de desespero só porque o Pai de Miguel não está aceitando sua interferência tão
grande na administração de seu filho Miguel(sic)”.
A propósito, vale
recordar que não é a primeira vez que o ex-prefeito pratica esse tipo de ação.
O funcionário público Severino Rodrigues da Silva, residente na mesma rua,
palco da ocorrência acima relatada, também já foi vítima de ato semelhante, só
que, no caso, o então vereador João Lira chegou a invadir a residência de
Severino Rodrigues para agredi-lo. Consta dos anais da Delegacia de Polícia
local. Diante dos últimos
acontecimentos, a população de Bom Jardim espera que o prefeito Miguel se
posicione ao lado de sua família e faça o que tem de ser feito, inclusive
cercar-se de pessoas de sua confiança para com ele trabalhar. O momento é mais
que oportuno.
Ilustramos a presente matéria com uma fotomontagem colhida no Facebook,
indicativa de como o prefeito Miguel é visto hoje pelas pessoas, cujo autor nos
reservamos o direito de não mencionar. Mas está tudo lá, na rede social, para
quem quiser conferir, tanto o comentário quanto a fotomontagem.
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