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Quando Quatro é mais que Nove - Bom Jardim-PE

Posted by ABC das Ruas ~ on segunda-feira, 25 de março de 2013 ~ 0 comments

“Quem semeia ventos colhe tempestade”. “A gente só colhe o que planta”. São ditados que se encaixam bem numa análise do que ocorreu na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Bom Jardim. O ex-prefeito, além de eleger o sucessor e 9 dos 13 vereadores com assento na casa Desembargador Dirceu Borges, tinha tudo para alçar quem ele quisesse à presidência do Legislativo Municipal. Porém, sua conhecida arrogância impediu que isso acontecesse. 

Durante os anos de sua gestão machucou muita gente, gerando inimizades. Na última campanha eleitoral, brigou com candidatos a vereador do próprio grupo político. Temia que alguém fosse mais votado do que sua esposa, candidata à reeleição. Aliás, essa prática já fora por ele adotada no pleito de 2008, prejudicando alguns companheiros. Lembra a loba, que devora as próprias crias. O resultado de tais desacertos foi que, por ocasião da eleição da nova Mesa Diretora, 3 dos vereadores eleitos por sua coligação se rebelaram e, contando com os 4 votos da oposição, elegeram justamente quem ele menos desejava ver presidindo o Poder Legislativo Municipal. Isto inevitavelmente acarretar-lhe-á dores de cabeça na futura aprovação de suas contas, além de não favorecer a gestão que ora se inicia. Comenta-se que o ex-prefeito tentou várias manobras visando cooptar um vereador da oposição, a fim de obter a maioria dos votos e assim eleger o candidato de sua preferência. 

Por outro lado, há bochichos de que ele pouco fez para evitar a iminente derrota. A razão teria sido o fato de haver um acordo no sentido de eleger presidente da Câmara o vereador José Vitor, ao invés da sua mulher, a vereadora Valéria, daí não ter desenvolvido grandes esforços para garantir o tal acordo. Como já foi dito, o novo prefeito é quem mais vai precisar de apoio dos vereadores. No entanto, cometeu um erro grosseiro, um gesto de deselegância, quando, acompanhando a maneira pouco educada do seu padrinho político, retirou-se do recinto onde tomara posse, justamente no momento em que seria realizada a votação para eleição dos novos membros da Mesa Diretora, magoando-os profundamente e demonstrando ao público presente uma falta de cortesia (há quem diga de educação) imperdoável e sem precedentes, atitude que jamais se esperava de um jovem de família, que tem pela frente a possibilidade de uma brilhante carreira política. 

E, o pior de tudo, ao deixar o local, o ar-condicionado foi desligado, certamente à sua revelia, deixando os vereadores e todos os que lá se encontravam no maior desconforto. Estamos convencidos de que o atual chefe do Executivo seria incapaz de tal iniciativa, uma baixaria inominável. Porém, não custa lembrar que, passada a eleição, ele tornou-se prefeito não apenas de quem votou nele, mas de todo o povo bonjardinense! 


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