“Quem
semeia ventos colhe tempestade”. “A gente só colhe o que planta”. São
ditados que se encaixam bem numa análise do que ocorreu na eleição da
Mesa Diretora da Câmara Municipal de Bom Jardim. O ex-prefeito, além de
eleger o sucessor e 9 dos 13 vereadores com assento na casa
Desembargador Dirceu Borges, tinha tudo para alçar quem ele quisesse à
presidência do Legislativo Municipal. Porém, sua conhecida arrogância
impediu que isso acontecesse.
Durante os anos de sua gestão machucou
muita gente, gerando inimizades. Na última campanha eleitoral, brigou
com candidatos a vereador do próprio grupo político. Temia que alguém
fosse mais votado do que sua esposa, candidata à reeleição. Aliás, essa
prática já fora por ele adotada no pleito de 2008, prejudicando alguns
companheiros. Lembra a loba, que devora as próprias crias. O resultado
de tais desacertos foi que, por ocasião da eleição da nova Mesa
Diretora, 3 dos vereadores eleitos por sua coligação se rebelaram e,
contando com os 4 votos da oposição, elegeram justamente quem ele menos
desejava ver presidindo o Poder Legislativo Municipal. Isto
inevitavelmente acarretar-lhe-á dores de cabeça na futura aprovação de
suas contas, além de não favorecer a gestão que ora se inicia.
Comenta-se que o ex-prefeito tentou várias manobras visando cooptar um
vereador da oposição, a fim de obter a maioria dos votos e assim eleger o
candidato de sua preferência.
Por outro lado, há bochichos de que ele
pouco fez para evitar a iminente derrota. A razão teria sido o fato de
haver um acordo no sentido de eleger presidente da Câmara o vereador
José Vitor, ao invés da sua mulher, a vereadora Valéria, daí não ter
desenvolvido grandes esforços para garantir o tal acordo. Como já foi
dito, o novo prefeito é quem mais vai precisar de apoio dos vereadores.
No entanto, cometeu um erro grosseiro, um gesto de deselegância, quando,
acompanhando a maneira pouco educada do seu padrinho político,
retirou-se do recinto onde tomara posse, justamente no momento em que
seria realizada a votação para eleição dos novos membros da Mesa
Diretora, magoando-os profundamente e demonstrando ao público presente
uma falta de cortesia (há quem diga de educação) imperdoável e sem
precedentes, atitude que jamais se esperava de um jovem de família, que
tem pela frente a possibilidade de uma brilhante carreira política.
E, o
pior de tudo, ao deixar o local, o ar-condicionado foi desligado,
certamente à sua revelia, deixando os vereadores e todos os que lá se
encontravam no maior desconforto. Estamos convencidos de que o atual
chefe do Executivo seria incapaz de tal iniciativa, uma baixaria
inominável. Porém, não custa lembrar que, passada a eleição, ele
tornou-se prefeito não apenas de quem votou nele, mas de todo o povo
bonjardinense!
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